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Meu mundo

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Como participar disso?

Como acompanhar esse alguém?

Tudo parece incomodar…o existir parece incomodar.

A reciprocidade não acontece,

a dança é devolvida com uma luta, um esforço.

Pergunto-me: por quê? Por que viver na luta?

Por que essa falta de medo de perder, essa falta de cuidado?

Recolho-me em meu mundo e só…dele não planejo sair tão cedo.

Minha música, minhas palavras, minhas imagens…e só.

Meu mundo não me machuca,

meu mundo não me chama pra luta,

meu mundo só me conforta.

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História de uma amizade

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Sabe quando tiramos na sorte?
Mas na sorte grande mesmo?
Não falo de ser sorteada na loteria…nem de ganhar alguma promoção…
Falo de algo muito maior, inestimável!

Você surgiu em minha vida e quase passou despercebido.
De brincadeiras não brincadas e conversas desconversadas,
foi surgindo uma amizade e, logo, uma necessidade.
Necessidade de conversar, de estar junto, de simplesmente saber se está bem…
de agradar. De cuidar.

Cuidado…sabemos bem o que é isso, né?
A amizade construída foi crescendo…surgiram as desculpas (tantas!) para os encontros.
Percebemos sintonias, conexões assustadoras, telepatias.
Gostos, pensamentos, tudo se completava e se assemelhava.
Até algumas manias, alguns vícios (né?), costumes, paixões e hobbys.

Com tudo isso cresceu também uma admiração…uma admiração com muito respeito e querer bem.
És um exemplo pra mim…uma pessoa com quem tenho muito a aprender.
As experiências trocadas, as risadas, os textos e livros, os vídeos, as músicas…
Ah, as músicas…tantas aventuras encaramos junt@s, né mesmo?
Viagem, show, horas em pé com tão poucos mantimentos…que loucura!

E as loucuras que só acabavam no dia seguinte?
E as amizades feitas das formas mais inusitadas?
E o curso? E os outros shows? Tantas saídas…
Sempre alegres, divertidas…
incontáveis aventuras.

E por que não falar das brigas? Sim, acho que as brigas são bastante importantes nas relações…
Mas…tivemos brigas?
Talvez não porque conseguimos nos entender muito bem.
Talvez não porque não convivemos mais pra isso, ou com mais frequência (mais? Pra brigar, talvez sim).
Talvez não porque sejamos muito compreensiv@s umx com o outr@.

As dificuldades nos uniram ainda mais.
Passamos por situação semelhante, sozinhxs entre pessoas que não eram nós.
Sem amigxs…onde elxs estavam? Ainda assim tínhamos umx ao outrx, mesmo que longe.
E era tão reconfortante, tão aliviante…como palavras são importantes! Poderosas!
Mas fico pensando: “brigar é importante, precisamos brigar”. Será? Logo nós?

A aceitação dos defeitos é tanta que parece até admiração por eles.
Tudo é vivido junto: ficamos alegres, tristes, angustiadxs, apreensivxs e torcendo juntxs!
É daí que vem o apoio, o companheirismo.
Como se crescêssemos juntxs também: seu sucesso, é meu também.
Sua alegria, também é minha. E sua tristeza eu sofro com você.

Do poço vamos até o fundo, lembra? Se estivermos juntxs.
Vencemos tudo!

E, com medo de prolongar este texto,
de deixá-lo mais brega do que tenho certeza de que está
de enchê-lo com minha bajulação, chegando a parecer uma fã adolescente
que tem necessidade de expressar a admiração por seu ídolo,
fico por aqui, pois as palavras, de fortes, também podem estragar…

e eu corro o perigo de acabar na mesmice e na breguice de reproduzir as palavras: eu te amo!

Para alguém que merece mais do que este texto e mais do que uma amizade como a minha.

Low

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Como explicar os efeitos dessa música?

De seus arranjos, sua melodia…

Chego a pensar que essa música flui através de minhas veias

e que aquela voz parece ser a única a agradar meus ouvidos.

A combinação perfeita dos instrumentos encanta,

o órgão faz com que eu pense que estou no infinito, no divino, no sagrado.

Parece um vício….

Às vezes sua melancolia quer me arrastar penhasco abaixo,

em uma depressão que chega a ser boa, inexplicavelmente.

Mas também, quando menos espero,

a alegria contagiante da música enche meus ouvidos, me hipnotiza.

Talvez o que mais me encante seja o antagonismo:

de um lado, o sofrimento; do outro, o otimismo!

 

 

-> Texto que fiz em 2007.

Pra começar o ano novo como se deve

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“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.” (Mario Quintana)

Com amor…e espinhos.

Sonho de jubartes

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Havia alguém ao meu lado…e uma ansiedade indescritível!

Era muita ansiedade, vontade de mergulhar…de ver do fundo do mar…de acompanhar.

Havia baleias jubartes ao lado, subindo para respirar e afundando na imensidão azul.

Eu olhava pra pessoa ao lado pra ver se tinha visto o que vi. Falava algo pra caracterizar meu espanto, pra compartilhar minha emoção.

Mas voltava a me concentrar nas jubartes, era um momento único. Mergulhava pra me sentir nadando ao lado delas.

De fato, cheguei a mergulhar no exato momento em que uma fez o mesmo, do meu lado. Ela estava olhando pra mim.

A sensação de viver aquela experiência…uma impressão de que todo mundo deve passar por isso antes de morrer…

Uma tristeza em pensar que a maioria jamais chegará a sentir…

Mas eu curtia o momento…sentia que era um privilégio…que eu era especial por ter acesso a esse momento.

Porque só podia ser…

As baleias nadavam ao redor de nós…e eu mergulhando pra ver debaixo d’água.

Como era bom! Depois subia e via os dorsos na superfície…várias baleias.

Estavam em um grupo grande…e não cansávamos, não tínhamos medo nem vontade de voltar.

Simplesmente ficávamos lá, extasiados, maravilhados.

Acordei….era um sonho.

Mas um sonho que deve se tornar realidade.

Eu tenho de viver essa experiência de verdade.

Todo mundo tem de vivê-la.

Está nos olhos de quem vê

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O extremismo está em quem acha

a hipocrisia está em quem fala

o preconceito está em quem se manifesta

a falsidade está em quem divulga

o desamor está em quem sente.

A falta de cumplicidade está em quem conversa pelas costas…

em quem não pergunta. Em quem não tem curiosidade, interesse no outro.

O não acolhimento…a dificuldade de conviver em harmonia…

E a bobagem?

“A bobagem está nos olhos de quem vê” (Sr. Roarke, em “A Ilha da Fantasia”).

 

1. Cumplicidade

Enviado por Ivan Maciel (SP) em 27-03-2009:
apoiar o outro em suas decisões, sem tentar interferir em suas idéias, ou crenças, aceitar os limites do outro, saber ouvir o que o outro tem a dizer, mesmo que você não concorde, para que o outro possa lhe ouvir também, dividir o espaço sem romper seus limites, trocar experiência e não competir entre si.

Eu quero

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Quero uma meditação no Boldró…

quero o pôr-do-sol incrível da Conceição

quero o canto do pássaro na beleza da Baía dos Porcos

quero refletir no Buraco da Raquel

quero um mergulho demorado no Porto e na Biboca

quero caminhadas pelo Bode, pela Quixaba, pelo Americano

quero dormir num sono tranquilo e acolhido

quero a Nação Noronha inteira

o coco, a ciranda, o ganzá, a conga, o agogô, a alfaia

quero o samba, quero o misto

quero o canto, a dança, o espetáculo

quero o frio na barriga, as risadas, a ansiedade na espera do outro dia

quero o petit gateau, a torta de maçã, os cogumelos….

as conversas, os eventos tão marcantes….

quero um mergulho bem acompanhado e intenso, profundo

quero uma grande reunião, um grande passeio, um grande momento

quero descansar do almoço no Air France

quero aquele cafezinho, aquele ambiente…

quero as tartaruguinhas, os golfinhos e os peixes

quero o atobá, a viuvinha

quero ignorar o tempo no Sueste

quero lavar minha alma no Sancho

quero os filmes, o açaí, as palestras

quero a água de coco, os lanchinhos menos esperados, as distrações do trabalho

quero as telepatias, sintonias, perfeitas simetrias. E, principalmente, as assimetrias

quero as barraquinhas, a arte, a risada mais engraçada e envolvente

quero a gente

quero Noronha.

Eu quero!

 

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